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Fernanda Pistelli na primeira edição da terceira temporada da Voices


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Matéria: Guilherme Fonseca // @listengibby


Paulista de 27 anos, Fernanda Pistelli sempre foi apaixonada pelas diferentes maneiras de interpretar o universo por meio dos sentimentos e a música a permite explorar sensações capazes de criar uma atmosfera única.


“A vida é cíclica, por isso estamos em constante mudaça e através da música e póssivel encontrar um eixo que está em harmonia com tudo o que existe, e isso é a peça chave para conectar nossa mente ao corpo". Ela acredita que a música é capaz de despertar a consciência em diferentes níveis e constrói seus sets mesclando sons místicos envolvidos por batidas marcantes que destacam sua identidade.


Fernanda abandonou o estágio e a faculdade de administração de empresas decidida a seguir o que faz seu coração bater mais forte. Em 2016 viajou para Austrália com a intenção de ficar por um tempo. Encontrou alguns clubes em Brisbane, onde conquistou residência conceituada Label Party Dragonfruit - festa que já recebeu inúmeros artistas mundialmente famosos, como Charlotte de Witte, Joseph Capriati, Marcel Dettman, entre outros. E também estabeleceu residência em um dos maiores clubs da cidade, o The Met, onde foi pioneira em um dos projetos de techno aos sábados. A partir daí surgiram convites para tocar em programas de rádio e festivais como o Manifest e o Earth Frequency. Sua permanência no país lhe abriu a cabeça para tocar sons diferentes que a inspiram até hoje.


Recém chegada ao Brasil, em 2017, ela tocou na pré-festa do evento "FCKNG SERIOUS", de Boris Brejcha, em São Paulo, chegando a fazer um b2b inesperado com Ann Clue, passando a despertar, de fato, uma forte curiosidade por seu trabalho. Outros clubs como D-Edge, Club88 e festivais como Universo Paralelo, Adhana e Samsara que também já receberam seus DJ sets. Agora formada em produção musical pela Anhembi Morumbi, ela encontrou um caminho para se expressar através da música, desde suas produções até as apresentações que oscilam entre o techno ao progressive house e psy-techno, que estão sendo muito bem aceitas pelo público como novidade.


“A música é a linguagem universal do amor. Espero tocar as pessoas, não somente para as pessoas. Viemos aqui deixar nossa alma para dançar". Essa é a linha de raciocínio que direciona Fernanda nas escolhas de seu trabalho e sua vida. Em um dos momentos mais especiais de sua carreira, finalizou sua apresentação em uma festa ovacionada pelo público - "Quando me dei conta da situação, lágrimas já estavam escorrendo pelo meu rosto". Essa é a adrenalina e a emoção que lhe faz continuar com os pés firmes no chão e a mente focada na música.


Boas referências femininas não lhe fazem falta e ela acredita muito no potencial das DJs mulheres, mas rotular seu trabalho está longe de ser algo justo. “Tudo é questão de perspectiva, não gosto de rotular meu trabalho pois acredito que um julgamento ou rótulo seja algo fixo e isso vai contra todo o fluxo da vida que está em constante movimento, assim como a música que é vibração pura". Esqueça os gêneros e deixa fluir.


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