MASTERplano: onze anos tirando BH da zona de conforto
De bloco de Carnaval a festa de dezesseis horas na mata, o coletivo mineiro ajudou a refazer a noite eletrônica de Belo Horizonte desde 2015.

Foto: @renatoronnie, via @masterplanobh.
Uma plataforma, não só uma festa
O MASTERplano nasceu em 2015 em Belo Horizonte como plataforma artística LGBTQIA+. Reúne DJs, performers, produtores e artistas visuais em torno da música eletrônica e é apontado pela Rinse FM, onde mantém um programa com episódios em 2026, como um dos coletivos que abriram caminho para a volta das festas eletrônicas na cidade.
A história passa pela rua. Em 2023, o bloco eletrônico do coletivo levou cerca de 20 mil pessoas à Rua Sapucaí, no bairro Floresta. No ano seguinte, não desfilou por falta de recursos, um retrato de como até as iniciativas mais populares dependem de apoio para continuar. O coletivo também assina o festival Clubbers da Esquina, que junta música eletrônica, tecnologia e educação.
Da rua à floresta
Em julho de 2026, a comemoração de onze anos foi a Plantasia, dezesseis horas de festa num sítio a cerca de 35 minutos do centro de BH, com convidados como a chilena Valesuchi e o pioneiro do live act L_cio. Uma pesquisa acadêmica publicada em 2025 na Revista Famecos cita o MASTERplano entre os coletivos que fazem festas fora dos clubes desde 2015, com protagonismo de mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+.
O que BH aprendeu
Onze anos depois, o coletivo segue provando que uma cena se constrói com programação, cuidado e ocupação da cidade. O plano, como o nome sugere, sempre foi maior do que uma noite.
Referências: Rinse FM: MASTERplano · Itatiaia: bloco Masterplano em 2024 · Revista Famecos (2025)
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