Música eletrônica movimenta US$ 15,1 bilhões em 2026
Relatório IMS 2026 revela um mercado de US$ 15,1 bilhões, avanço do consumo direto e novas forças no Sul Global.

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Uma indústria maior e mais distribuída
A música eletrônica encerrou 2025 avaliada em US$ 15,1 bilhões, segundo o relatório de negócios do IMS 2026. O avanço anual de 7% confirma que a cena deixou de depender apenas de cachês, grandes festivais e receitas de transmissão digital. Plataformas diretas ao consumidor, patrocínios, ferramentas de criação e experiências presenciais passaram a ocupar uma fatia mais relevante do negócio.
O dado mais interessante não é apenas o tamanho do mercado, mas a forma como ele se expande. Receitas ligadas a relações diretas com fãs e marcas cresceram 21%, enquanto ferramentas de música apoiadas por inteligência artificial chegaram a US$ 333 milhões. O relatório também registra 63 milhões de usuários mensais nessas plataformas, sinal de que produzir música está mais acessível e também mais competitivo.
O crescimento muda de endereço
O mapa global da pista está mudando. A Indonésia apresentou forte alta de ouvintes, pesquisas por Afro House cresceram nas bibliotecas de produção e mercados do Sul Global ganharam peso cultural. Essa movimentação desloca a narrativa que por décadas concentrou inovação em poucas capitais europeias e norte-americanas.
O que o Brasil pode ler nesses números
Para o Brasil, o recado é claro: há espaço para transformar identidade local em produto cultural exportável, desde que artistas, selos, clubes e escolas trabalhem com dados, narrativa e continuidade. O próximo ciclo não será vencido apenas por quem lança mais faixas, mas por quem constrói comunidade, repertório e uma marca editorial reconhecível ao redor da música.
Fontes: Beatportal: IMS Business Report 2026 · International Music Summit
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