Por que guardar um flyer também é preservar memória
Muitas cenas locais não têm livro, documentário ou arquivo oficial. O que sobra delas está em flyers, fotos e memórias de quem estava lá.

Foto: arquivo Fabric, P4 Produções.
O papel que sobrou da festa
No dia seguinte à festa, o flyer costuma ir para o lixo. Anos depois, ele pode ser a única prova de que aquela noite aconteceu, com aquele line-up, naquele endereço. Muitas cenas locais brasileiras não têm livro, documentário ou arquivo organizado, e sua história depende do que ficou guardado em gavetas.
Flyers mostram nomes de artistas antes da fama, clubes que fecharam, preços de ingresso de outras épocas e a estética de cada geração. Somados a fotos, ingressos e gravações de sets, formam um retrato da cena que nenhum arquivo oficial se preocupou em montar.
Arquivos que ninguém organizou
Hoje o flyer é digital e some ainda mais rápido, enterrado no feed. Vale salvar as artes das festas que marcaram você, anotar datas e nomes e, quando possível, compartilhar esse material com coletivos e projetos que reconstroem a memória das cenas locais.
Memória como responsabilidade
Preservar memória não é saudosismo. É garantir que as próximas gerações saibam quem abriu caminho, onde as pistas existiram e como a música eletrônica chegou à sua cidade.
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