Proteção auditiva não diminui a experiência, prolonga a pista
Perda auditiva causada por som alto é permanente, mas evitável. Um protetor bem colocado deixa a música mais limpa e a pista mais longa.

Foto: arquivo Fabric, P4 Produções.
O zumbido do dia seguinte
Sair da festa com o ouvido apitando parece parte da noite para muita gente. O zumbido passa, a festa fica na memória e ninguém pensa mais nisso. Só que a exposição repetida a som alto causa dano permanente, e quem vive a cena toda semana acumula essa conta.
Em 2022, a Organização Mundial da Saúde publicou um padrão global para escuta segura em casas noturnas e eventos. Entre as recomendações estão uma média máxima de 100 decibéis, monitoramento do volume por equipe treinada, protetores auriculares disponíveis ao público e áreas de descanso para os ouvidos. Segundo a OMS, mais de 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos correm risco de perda auditiva por exposição prolongada a som alto.
O que diz o padrão da OMS
Protetor de espuma comum resolve, mas os modelos de filtro plano, feitos para música, reduzem o volume sem abafar os agudos. Muitos DJs e produtores usam esse tipo durante os sets justamente para ouvir melhor a mixagem. Afastar-se das caixas e fazer pausas fora da pista também ajudam.
Ouvir bem por mais anos
Proteger o ouvido não tira nada da experiência. A música chega mais definida, o cansaço demora mais e você continua ouvindo bem para as próximas temporadas. Para quem pretende passar muitos anos na pista, é o cuidado mais simples da noite.
Referências: OMS: padrão global para escuta segura em casas e eventos
LENDO.
A próxima matéria entra automaticamente quando você chegar ao fim.
