Volume alto não é sinônimo de bom sistema de som
Som bom é aquele em que você sente o grave no peito, entende cada camada da faixa e ainda consegue conversar perto do bar.

Foto: arquivo Fabric, P4 Produções.
Alto não é o mesmo que bom
Muita gente avalia o som de uma festa pela força com que ele bate no corpo. Quanto mais alto, melhor. Só que volume e qualidade são coisas diferentes, e quem já passou uma noite em um sistema bem ajustado percebe a diferença logo na primeira hora.
Um bom sistema de som entrega grave definido, que você sente no peito sem embolar, médios claros onde vivem vozes e sintetizadores e agudos que não ferem. Isso depende de caixas adequadas ao tamanho da sala, posicionamento correto e de alguém cuidando do ajuste durante a noite. Quando o volume passa do ponto, o próprio sistema começa a distorcer e a música perde detalhe.
O que faz um sistema funcionar
Clubes que levam o som a sério costumam ter um padrão parecido: pressão forte no centro da pista, volume mais baixo perto do bar e da área de descanso, e técnico atento ao limite. É também o que recomenda o padrão de escuta segura da OMS para casas noturnas, com monitoramento do volume e áreas para descansar o ouvido.
A pista sente a diferença
Da próxima vez que estiver numa pista, repare se você consegue distinguir o bumbo do baixo e entender o vocal sem esforço. Se consegue, o som está bom. Se só sente pressão e cansaço, o problema não está nos seus ouvidos.
Referências: OMS: padrão global para escuta segura em casas e eventos
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