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O enigma de Claptone: quem são os DJs por trás da máscara? G1 Faz matéria equivocada

  • 25 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura

A matéria publicada pelo g1 sobre o DJ mascarado Claptone gerou repercussão entre os fãs de música eletrônica. O jornalista Rodrigo Ortega aborda o fato de que o artista, assim como Patati Patatá, tem vários intérpretes e causou revolta em algumas apresentações simultâneas. No entanto, a matéria peca por não entender o contexto da cena eletrônica e deixa algumas informações em aberto.


É compreensível que o público possa ficar confuso ao se deparar com diferentes Claptones em diferentes lugares, mas essa é uma prática comum na cena eletrônica. A música eletrônica tem como base a arte da mixagem e os DJs muitas vezes se apresentam em locais diferentes na mesma noite, como é o caso de festivais e clubes. O que importa é a música e a performance, não necessariamente quem está por trás da máscara.


Além disso, a matéria não faz referência à cultura da música eletrônica e da importância do DJ. Claptone é um artista de destaque na cena global de deep house, tendo lançado álbuns como Charmer e The Masquerade Mixes. Mixmag destacou sua música como "produzida com nitidez e contagiosa sem esforço" Ele colaborou com várias bandas indie, cantores e compositores, incluindo Peter Bjorn e John, JAW, Jay-Jay Johanson e Nathan Nicholson do Boxer Rebellion. O remix de Claptone de Liquid Spirit de Gregory Porter foi um best-seller do Beatport e uma das maiores músicas de 2015, sendo que, segundo a The Jazz Line, em parte responsável pelo sucesso do álbum de Porter. Em abril de 2016, Claptone se apresentou como Claptone IMMORTAL, uma performance de 2 DJs, e desde então, ele vem se apresentando em versões europeias e americanas da performance.


Segundo o dj Xsavier, "A matéria poderia ter se aprofundado mais sobre a figura do DJ na música eletrônica e como isso é comum na cena." Além disso, a matéria poderia ter incluído entrevistas com especialistas ou DJs renomados para ter uma visão mais ampla e aprofundada sobre o assunto.


A matéria do G1 pecou em não entender o contexto da música eletrônica e da figura do DJ, deixando algumas informações em aberto e sem aprofundamento. Essas críticas muitas vezes se baseiam em estereótipos e preconceitos, ignorando a diversidade e complexidade da cena eletrônica. É importante lembrar que a música eletrônica é uma manifestação cultural rica e diversa, com influências de diferentes países e culturas, e que a sua popularidade não pode ser ignorada. Em vez de atacá-la, é necessário compreender e valorizar a sua importância e contribuição para a cultura contemporânea. É fundamental que haja um diálogo e um esforço para que a música eletrônica seja entendida e apreciada em sua totalidade, sem julgamentos pré-concebidos.

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